outubro 31, 2003
Misturo ironias, rimas, citações, bobagens e poesias
pra disfaçar como estou. Quem me conhece,
repara o disfarce e silencia em respeito...
ou na espera do meu melhor humor
Tem a ver, sim, claro, com minha vida afetiva
com a saúde do meu coração, não tão disposto,
não tão brilhante como antes já foi
o reflexo é inegável, no corpo, no rosto
e porque não seria com o texto
meu canal maior de troca,
minha veia que me liga ao mundo...
A fórmula, minha gente, ainda vale
e é preciso... ir além
onde tudo é lindo e por isso às vezes
é tão necessário... pôr o pé na estrada...
olhar à frente, prá lá do horizonte
atrás do arco-íris, em busca da harmonia.
um certo aperto natural no peito
às vezes me encerra, feito ânconra,
ao fundo do mar que mergulhei
quando perdi meu tesouro
não é um mar de tristezas,
não é um mar-tírio
mas é sem cor e vazio...
e quando me dou conta,
solto o ar e volto à superfície
corro para as pessoas, o mundo lá fora de mim...
os amigos, em buca de luz
de ar, de esperança...

O bom da semana, o mais gostoso, foi,
finalmente, obter um sinal de fumaça do meu amigo
procurado pelo meu anúncio classiblogficado...
Pois é! O Beto apareceu! E diz que se não for este
ano, no próximo teremos um espaço seu virtual
pra visitar e ler suas inspiradas aventuras. Olha só...
Só de pensar nisso, um sorriso me veio.
E a meu próprio convite! :o)
Postado por CoRa em 07:46 AM
| Comentários (0)
outubro 30, 2003

Pra nunca mais me sentir amarga,
na próxima encarnação quero vir DOCE...
E se puder venho no formato
"bolo com acessórios"...
Assim ele me come, se farta... e fica feliz!
Porque afinal A vida é muito curta e a hora de ser feliz é essa,
como ele gosta de dizer...
Postado por CoRa em 07:43 AM
| Comentários (0)
outubro 29, 2003

Dia feio, chuvoso, nublado. Cinza que agoniza.
E a cidade nos engole, no seu ritmo alucinado.
Noite passada trouxe pra casa a cachorrinha do meu chefe
Fiquei com dó de vê-la lá, fechada num canto de corredor,
e eu com tanto espaço em casa e um cachorro que também
quer companhia... resolvi aquecê-la, com meu carinho e com ele!
Deu certo ela me agradeceu demais, daquele jeito deles
e com um olhar parecido com o da Branquinha
(minha vira-latinha que está no céudoscachorros e que pode
ser vista em foto ao lado esquerdo).
Então apesar de cinza o dia amanhaceu até que mais alegre
e eu me esforçando pra deixar o cinza de lado
exames pela manhã, seguido por uma sessão de terapia,
mas teve a insistência do cinza da cidade no táxi
que me fecha e o motorista totalmente sem razão diz que
"ou eu tiro o meu carro da frente ou ele bate mesmo!"
com ocorrência devidamente reportada à sua frota,
mais muito trabalho até às 8 e meia da noite,
muitos textos sob encomenda e um fim-de-noite
assustado...
Pois ao sair da Agência me contam que acaba de ocorrer
há coisa de dois minutos um assalto à mão armada...
Tá, o cinza impera na grande cidade. Mas não emperra
meus sonhos, nem minha vontade de viver!
Desta vez volto pra casa sem minha hóspede canina.
Estou muito cansada e não daria conta...
Ela está se acostumando, eu também, e o seu dono
(meu patrão) pode acabar enciumado demais!
E se há espaço pra colorir uma quarta dessas...
Finalmente achei, entre velhos comentários,
o email do Beto, citado abaixo! Não sei se ainda
está ativo o endereço mas eu lhe escrevi e espero
que responda. E descobri que as cores, eu andei gastando
no meu "classificado", à procura dele!!! rs...
Postado por CoRa em 07:41 AM
| Comentários (0)
outubro 28, 2003

Postado por CoRa em 07:38 AM
| Comentários (0)
outubro 27, 2003

Sim, sim. Não, não...
"A resposta sincera é como beijo nos lábios" (Provérbios 24.26).
Postado por CoRa em 07:36 AM
| Comentários (0)
outubro 24, 2003

Imagem do Sol obtida pela sonda SOHO, da Nasa
uma tempestade solar???
ela trará mudanças pra mim???
Faça o seguinte....
Aperte AQUI e aguarde o carregamento (demora mesmo um bocado), enquanto lê abaixo sobre a tempestade anunciada pela Folha de S.Paulo
"Astrônomos alertam que a operação de satélites, redes de energia de alta tensão e telefones celulares poderá ser prejudicada por uma tempestade solar prevista que deve atingir a Terra nesta sexta-feira. Segundo a agência de observação atmosférica dos EUA, a NOAA, a explosão solar é de classe G3 (forte), em uma escala que vai até o nível 5. As explosões G3 podem trazer problemas em larga escala para sistemas de controle de voltagem, sistemas de navegação dos satélites e propagação de ondas de rádio. Com freqüência, regiões ativas do Sol são centros de enormes explosões, chamadas tempestades solares, com erupções de plasma -gás carregado eletricamente. O fenômeno acontece nas chamadas manchas solares. Na quinta-feira, uma nuvem de gás superaquecido foi ejetada do Sol a partir de um dos maiores grupos de manchas solares vistos nos últimos anos (cerca de dez vezes maior do que a Terra). A erupção lançou no espaço, em direção à Terra, 10 bilhões de toneladas de plasma.
Ao atingir a atmosfera terrestre, essa nuvem irá interagir com o campo magnético do planeta, causando uma tempestade geomagnética. O fenômeno pode levar a um aumento súbito na voltagem da rede de geração de energia elétrica, afetando os sistemas de navegação e telecomunicações. Segundo a NOAA, novas manchas solares estão formando-se na superfície do Sol, o que pode levar a nova explosões nas semanas seguintes."
......................................................................................
O pico é hoje... A gente bem que podia experimentar uma mudança prá variar, né? Bem a esta altura, se você tem banda larga já carregou. Senão vá pra outros blogs, passeie e espere carregar... vale a pena! :o)
Postado por CoRa em 07:33 AM
| Comentários (0)
outubro 23, 2003
Em carne-viva... mas viva!
Sei que podia escrever coisas mais alegres, mais atraentes...
mas não me desculpo.
Nunca fui de fazer gênero.
Ou estou ou não estou bem
e se me perguntassem agora,
o mais sincero seria dizer:
estou tentando ficar bem...
e estou mesmo!
Quando o meu lado mazoquista entra em cena,
eu o expulso!
O meu lado vítima, então...
esse já contei, alforriei faz anos!!!
Só sou vítima das minhas próprias escolhas,
ou dos meus fracassos, de mais ninguém.
Se quero, quero!
Se sei, sei. Se amo, luto.
Se me desamam, eu resisto...
Se não percebem meu esforço,
meu empenho, meu valor... eu desisto.
O drama (que eu sempre gostei de alimentar)
hoje deixo de lado. Quero uma vida clara,
uma luminosidade rara, pra quem gosta de
esconder o que sente.
Porque estou em carne viva,
ando me poupando do sol do meio-dia
dos choros da meia-noite
e das meias-palavras... que nessas horas
não nos levam a lugar nenhum!
Postado por CoRa em 07:31 AM
| Comentários (0)
outubro 22, 2003
Por essas e outras...
agradeço tanto a Deus!

Como assim, por ter gente tão especial que nos percebe, lá de longe, e nos faz sentir compreendida, abrigada, compensada das inevitáveis tristezas que pintam... Só queria dizer...
Obrigada, Suzy!
Postado por CoRa em 07:29 AM
| Comentários (0)
outubro 21, 2003
Esperança...

Depois de um sábado de trabalho puxado,
das 9 às 22hs, o domingo deu um refresco.
Trabalho de manhã ao telefone e por email,
à tarde piscina na casa do patrão, sol,
papo-furado e muita bobagem... Na volta
o finzinho do trabalho: cobranças por telefone.
Na segunda o alívio: as cobranças surtiram efeito
e daí as cobranças financeiras ao cliente para
que o trabalho realizado tome corpo: vire revista
que role papel na rotativa e sambem as letras e
faça-se o que deve ser feito e bem feito para
satisfazer o leitor com o mínimo: a informação
correta e em dia. Corri, xinguei, pedi, estressei,
aprovei os bonecos... e foi! Graças a Deus, foi!
O lindo dia... da mais louca alegria... hmmm
ainda parece longe, distante dos meus olhos e
mais ainda do meu coração, mas não intangível.
Sei que ainda não é agora, já... leva tempo, leva
choro e tormento. Mas a gente chega lá... e
acreditar, afinal, não é o primeiro passo?
Postado por CoRa em 07:25 AM
| Comentários (0)
outubro 19, 2003

Postado por CoRa em 07:22 AM
| Comentários (0)
outubro 18, 2003
Dizer adeus nunca foi fácil
desde o primeiro, na porta da escola, à mãe que fica em casa
mesmo sabendo que ela estará lá na volta...
nunca foi fácil.
eu não chorei talvez por isso
por saber que ela sempre estaria
a vida toda... e ela está
agora é que eu choro porque talvez, em algum tempo,
não esteja mais, físicamente.
o sofrimento das separações é muito diferente
quando a gente sabe que na volta algo nos espera
não é fácil encarar a ausência
para alguns, o mais difícil é ir embora
mesmo querendo
para outros o mais dolorido
é ficar e saber que o outro ainda está lá ou ainda ama
mas que o fato de ele fazer questão de dizer isso, não muda nada
porque, neste caso, o adeus é apenas
uma questão de tempo...
Postado por CoRa em 07:19 AM
| Comentários (0)
outubro 17, 2003

Um pouco mais de verde
pra esquecer a poluição
Um pouco mais de coragem
pra espantar o medo
Um pouco mais de carinho
pra compensar a solidão
Um pouco mais de bom senso
pra não falar bobagem
Um pouco mais de dinheiro
pra não passar sufoco
Um pouco mais Rio de Janeiro
pra disfarçar a falta de praia
Um pouco mais de brisa
pra respirar outros ares
Um pouco mais de atenção
pra combater a carência
Um pouco mais de música
pra gente se sentir feliz
Um pouco mais de vergonha-na-cara
pra gente não se humilhar tanto
Um pouco mais de tempo
pra dor passar
Um pouco mais de amor
pra ceder
Um pouco mais de amigos-por-perto
pra gente não perder a esperança
Um pouco mais de mim mesmo
no lugar que ele ocupou e deixou vago
Um pouco mais de afago
de sorriso
de empenho...
é só um pouco de tudo
que eu preciso.
Postado por CoRa em 07:18 AM
| Comentários (0)
outubro 15, 2003
mudando de assunto...
(porque é preciso)

e também porque recebi por email e achei muito divertido:
"Aqui vai a última flor do Lácio:
Este artigo foi feito especialmente para que você possa estar recortando e possa estar deixando discretamente sobre a mesa de alguém que não consiga estar falando sem estar espalhando essa praga terrível da comunicação moderna, o gerundismo. Você pode também estar passando por fax, estar mandando pelo correio ou estar enviando pela Internet.
O importante é estar garantindo que a pessoa em questão vá estar recebendo esta mensagem, de modo que ela possa estar lendo e, quem sabe, consiga até mesmo estar se dando conta da maneira como tudo o que ela costuma estar falando deve estar soando nos ouvidos de quem precisa estar escutando.
Sinta-se livre para estar fazendo tantas cópias quantas você vá estar achando necessárias, de modo a estar atingindo o maior número de pessoas infectadas por esta epidemia de transmissão oral. Mais do que estar repreendendo ou estar caçoando, o objetivo deste movimento é estar fazendo com que esteja caindo a ficha das pessoas que costumam estar falando desse jeito sem estar percebendo.
Nós temos que estar nos unindo para estar mostrando a nossos interlocutores que, sim, pode estar existindo uma maneira de estar aprendendo a estar parando de estar falando desse jeito. Até porque, caso contrário, todos nós vamos estar sendo obrigados a estar emigrando para algum lugar onde não vão estar nos obrigando a estar ouvindo frases assim o dia inteirinho. Sinceramente: nossa paciência está ficando a ponto de estar estourando.
O próximo "Eu vou estar transferindo a sua ligação" que eu vá estar ouvindo pode estar provocando alguma reação violenta da minha parte. Eu não vou estar me responsabilizando pelos meus atos. As pessoas precisam estar entendendo a maneira como esse vício maldito conseguiu estar entrando na linguagem do dia-a-dia.
Tudo começou a estar acontecendo quando alguém precisou estar traduzindo manuais de atendimento por telemarketing. Daí a estar pensando que "We'll be sending it tomorrow" possa estar tendo o mesmo significado que "Nós vamos estar mandando isso amanhã" acabou por estar sendo só um passo.
Pouco a pouco a coisa deixou de estar acontecendo apenas no âmbito dos atendentes de telemarketing para estar ganhando os escritórios. Todo mundo passou a estar marcando reuniões, a estar considerando pedidos e a estar retornando ligações. A gravidade da situação só começou a estar se evidenciando quando o diálogo mais coloquial demonstrou estar sendo invadido inapelavelmente pelo gerundismo. A primeira pessoa que inventou de estar falando "Eu vou tá pensando no seu caso" sem querer acabou por estar escancarando uma porta para essa infelicidade lingüística estar se instalando nas ruas e estar entrando em nossas vidas. Você certamente já deve ter estado estando a estar ouvindo coisas como "O que cê vai tá fazendo domingo?" ou "Quando que cê vai tá viajando pra praia?", ou "Me espera, que eu vou tá te ligando assim que eu chegar em casa".
Deus, o que a gente pode tá fazendo pra que as pessoas tejam entendendo o que esse negócio pode tá provocando no cérebro das novas gerações? A única solução vai estar sendo submeter o gerundismo à mesma campanha de desmoralização à qual precisaram estar sendo expostos seus coleguinhas contagiosos, como o "a nível de", o "enquanto", o "pra se ter uma idéia" e outros menos votados. A nível de linguagem, enquanto pessoa, o que você acha de tá insistindo em tá falando desse jeito? "
Postado por CoRa em 07:17 AM
| Comentários (0)
outubro 14, 2003
eu ia falar sobre...
algo que... estava tão claro...
...até ele telefonar...
Postado por CoRa em 07:14 AM
| Comentários (0)
outubro 13, 2003

Não, eu nunca quis domar o meu amor
quis que ele me levasse
e me sentisse
e cavalgasse comigo
ao por do sol
extasiado não pela beleza
que pensava ver em mim
que na verdade era
um reflexo dele
mas o que se desenhava
à nossa frente
e ele tão fixamente olhando pra mim
e vendo o que queria enxergar
não nos viu de fato
os dois juntos
em um só...
pra ele restou a lembrança
de um belo rosto, de olhos claros
e marejados
pra mim o gosto do que
poderíamos ter sido
muito, muito próximo
do que eu quero pra mim
e um dia
se Deus me permitir
terei.
Postado por CoRa em 07:13 AM
| Comentários (1)
outubro 12, 2003
Recuperação

A mim me basta uma felicidade comum, como disse a Edwiges (ou Edvirgem?!). Não quero nada a mais do que isso, no sentido mais profundo. Talvez por isso, quando sou feliz não rio tão alto, não sou tão evidente na minha felicidade. Não é que a esconda, não, ou que a guarde só pra mim, mas é que a vivo com atenção, com cuidado, como quando a gente veste aquela roupa especial que a gente gosta tanto, que quer que dure... Eu sempre tive cuidado com as minhas coisas. E ao contrário do que alguns pensam, com as pessoas também. Tenho o meu jeito de fazer isso que uns entendem, outros não. Eu nunca diria por exemplo, para um ex-amor o quanto ele falhou comigo nas atitudes, nas palavras, na cama... (a não ser é claro que ele tivesse sido comigo um bandido, um traidor, ou um mentiroso que eu precisasse muito ofender, para me sentir melhor) Por dois simples motivos: se eu tivesse a mínima intenção de tê-lo de volta, saberia que tais palavras afastariam qualquer possibilidade de retorno sem mágoas e se tivesse a certeza de não querê-lo mais, pra que magoar o pobre coitado com a tortura daquilo que ele não foi, não é mesmo? Não faria sentido. Melhor deixá-lo lá, quietinho com as suas inquietações e com o meu não bem claro. É o que basta. Se precisar do meu apoio eu dou. A mim bastam as boas lembranças de tudo o que tive. Não preciso acender tochas sobre as minhas mágoas para justificar o porquê dos meus atos e decisões. Sou vítima só de mim mesma e de mais ninguém. Acordei hoje com um gosto amargo na boca, juntando peças e tentando entender o que também já não preciso. Já não importa. Já não existe. Parei e me dei uma ordem: "se quiser chorar, chore. Lave-se disso. Mas não questione mais. Siga em frente. Se ame um pouco mais". E quer saber de uma coisa? Tratei de obedecer. Meu coração agradece...
Postado por CoRa em 07:11 AM
| Comentários (0)
outubro 11, 2003
Quando não se tem mais amor...
É essencial ter um ou outro bom amigo
que entenda isso que dá na gente, que não devia...

Postado por CoRa em 07:09 AM
| Comentários (0)
outubro 09, 2003
Salve, Edwiges!
Terminei a noite assistindo "Amores Possíveis", filme que um ex-namorado há um ano atrás mais ou menos me disse que era a minha cara, quando viu. Tirei uma vez em vídeo, mas dormi. É bonito sim. Bem escrito. E o assisti, depois do penúltimo capítulo da novela das nove, que acostumamos a chamar das oito. Cheia de ação, " Mulheres Apaixonadas" vai chegando ao fim... O ritmo se acelera. Mas pra mim, a FRASE DA NOVELA foi dita há mais ou menos uma semana atrás pela "Edwiges", ao namorado líiiiiiiiindo, com cara de anjo, que engravidou a empregada por acidente de percurso amoroso. Eles se reconciliaram e o garoto feliz da vida diz: "Meu amor, eu prometo que nunca mais vou te fazer sofrer... Vou te fazer a mulher MAIS FELIZ DO MUNDO!"... E sabe o que ela responde, sorrindo e segura do que sente e quer ? ---" E quem disse que eu quero ser MAIS FELIZ que alguém??? " Pode ter passado batida, ou muita gente pode até ter achado a resposta dela brochante... pois eu achei perfeita. E se fosse diretora da novela, eu terminava a trama com esta cena.
Postado por CoRa em 07:07 AM
| Comentários (0)
outubro 08, 2003

A gente nunca sabe ao certo o que lembrar,
ainda mais quando o remédio - dizem - é esquecer...
Não pensar seria melhor...
Ou dedicar a cabeça a tudo que não diz respeito
àquilo que nos entristece.
Mas deixar de lidar com isso, de vir à tona, além do desejo,
só consegue quem não tinha o que perdeu como fundamental
e eu o tinha assim...
----------------------------------------------------------------------------------------
aí me vem flashs...
Ei Cora! Vamos viajar para Brotas? Ah não sei... o celular lá pega bem?
tem internet?
CoRinha, o que é que você vai fazer no feriado? Não sei ainda não.
Só depois de conversar com o Júlio...
CoRa, que tal abrirmos uma assessoria de imprensa só de eventos musicais?
Acho que não vai dar porque só começaria a dar dinheiro depois de
uns dois anos e eu preciso economizar já! e quando economizar o suficiente,
vou pra lá, abro um negócio e vou viver com ele, ou no mínimo,
bem pertinho, até as crianças crescerem...
CoRa, você não corre mais atrás de empregos na TV?
Não, na verdade prefiro algo fixo mas que não me prenda tanto, pra
eu poder surrupiar uns dias de folga, sem ter que passar atestado médico
sabe como é... o Nordeste é longe (rs) Você conhece alguém na Globo de lá?
------------------------------------------------------------------------------------------------------
Fundamental, pra mim, é ter a ver com o alicerce da gente. Com os planos
reais... não os mirabolantes. E não é que eu já vinha economizando uma grana?
Ele nem sabe disso, mas ela está lá, na poupança... Para as próximas viagens,
pra comprar um terreninho ou entrar num franchising, ou alugar um imóvel por
uns seis meses e sentir o gosto de morar lá... humpf... Agora talvez vire, como
ele sugeriu, um Honda Fit... Mas pra andar com quem? Pra ir aonde? Sei lá...
Falei com ele hoje, depois de me jurar vinte mil vezes que não correria atrás.
Peguei-o por acaso no celular. Eu buscando um talvez. Ele com pressa, com
coisas a resolver e com a NOSSA COISA muito bem resolvida na cabeça...
"Cora... eu estou bem. Estou em paz. Quero levar a minha vida. Você não
percebe, mas me trata muito mal. Você precisa aprender a viver sem mim!"
E durma, com isso... e tente esquecer, lembrando dessas palavras...
A isso, some-se a observação da Rosinha que o conheceu finalmente num
jantar em casa...
"Você acha Rosinha, que eu o trato mal? Você viu alguma cena desagradável?
--Não. Vi você surpreendentemente, a mais friorenta de todas, colocando o seu
casaco nele (porque ele sentia frio) com um carinho que só vi vc ter pelos seus
bichinhos. E olha que eu te vi tremendo depois!
"E ele te pareceu apaixonado?"
--Pareceu. Super na sua. Mas super-desencantado com o seu desempenho
sexual!!! Pra falar disso na mesa... CoRa, que vergonha, menina!!! Será que vc
é pura fama? Ou estava tomada pelo stress?
"Olha, Rosinha... deixa pra lá..."
Postado por CoRa em 07:05 AM
| Comentários (0)
outubro 07, 2003

"Um pouco de Beleza é bom de espantar a tristeza..."
Essa frase dita num tom seco e agreste pela Regina Casé no "Eu, Tu, Eles" acelerou o meu transe na noite. A vida sempre faz assim comigo. Eu queria tanto ter ido ao cinema com ele... e não fui. Nem a primeira, nem a última vez. Acho que nunca fomos. E esse filme foi um dos que muito planejamos assistir juntos. Além de Lisbela e outros tantos. Sinceramente eu acreditei que veríamos muitos, que conversaríamos longamente sobre eles. Que ele me abraçaria a cada choro que inevitavelmente me vém no cinema, mesmo na comédia romântica mais bobinha. Sim, eu choro à toa. E muito. E tenho a estranha impressão de que o choro me emagrece. E coincidências assim, como o filme passar bem esta noite, como bem nesta tarde a Rosinha cismar que querer ouvir la Belle de Jour, com o Alceu, e eu pedir pra tirar por favor porque mal posso pensar na praia de Boa Viagem, que já era mais minha do que a de Santos... E por fim ser chamada para uma reunião com meu patrão, só eu e ele, pra ele me contar que mais gente vai embora. Que sobrarão poucos. Que estou mantida (pelo menos isso), mas que até o começo do ano que vem nossa situação estará muito "cinza", pra não dizer preta e ser otimista. Mal sabe ele que eu adoro preto, a cor, a raça e o tom definido... e que bem o cinza do dia e da situação é que me deixa passada... As coincidências açoitam quem sofre de amor da mesma forma que nos deixam extasiados quando nos apaixonamos. Ai, as coincidências... Sei que agora elas me perseguirão nesse "momento cinza"... Agradeço a quem por aqui deixa as suas cores, que eu peço emprestadas, sem pudores, pra tentar sorrir de novo.
Postado por CoRa em 07:00 AM
| Comentários (0)
outubro 06, 2003

Bem... a conclusão é triste.
Já não estou perdida... sem saber o que vai ser de nós. Ele me disse há pouco, com todas as letras. Acabou. Ele não é feliz comigo e acha que nunca vai ser... O que posso contra isso? Estou só. De novo ele me diz que quer que eu seja feliz e de novo soa absurdo. Não me imagino feliz sem tê-lo comigo. Sequer imagino minha vida sem ele, porque eu já o colocara num plano de "fazer parte" de tal maneira, que cada gesto meu, cada palavra que eu diga, carrega um pouco dele em mim. Fez três anos há dois dias que nos vimos pela primeira vez. Anteontem, no metrô, ele dizia: "Cora..." E eu, me virando: "Hã???" E ele entre profundo e risonho: "Eu te amo..." Nosso "papo sério" sobre as nossas diferenças, nossas dificuldades em conviver e ceder já tinha rolado, muitas lágrimas também. A declaração assim, do nada, me encheu de um suspiro de esperança... Mas não. Agora há pouco ele me disse que foi uma despedida. É como o carrilhão do tempo soando doze badaladas, dizendo que o dia acabou. Que é noite, e já não o tenho comigo, na minha vida. Sim, será diferente das outras vezes, porque ele quer que sejamos amigos, porque não existe "outra", como já houve, que nos impeça de ser... Mas o futuro, pra mim, parece cinza. Mesmo sabendo que seu amor continuará lá, de outra forma. Ele tentando se desvencilhar do que sente. Eu tentando me convencer de que não foi em vão. Decepcionado e carente, como saiu daqui, em breve ele estará fazendo amor com outra. Eu estarei lendo livrinhos de auto-ajuda, do tipo "como esquecer do cheiro dele"... Assim, em plena primavera, o amor se vai. As flores de agora não serão frutos. E me restará, por um bom tempo a solidão do campo, menos agressiva que a da cidade. Os amigos me convidando a sair e eu angustiada por não ter a mínima vontade de ver nada, nem ninguém. Eu já conheço esse filme. Só não sei agora, que o caminho de volta foi retirado, como seguir em frente e o que será de mim. A terapia me garante: eu sobrevivo. Mas o meu coração partido me conta que amar de novo... amar assim... só em outra vida, em outro plano, em outra de mim...
Postado por CoRa em 06:56 AM
| Comentários (0)
outubro 05, 2003
Bye-bye???

Perdão pelo sumiço.
Muito trabalho sim, e um período estranho... Muita gente indo embora por falta de pro-atividade e por isso mesmo cada vez mais cobranças quanto ao que é possível se dar em termos de tempo, talento, disposição e disponibilidade... sabe como é? Ao mesmo tempo... meu amor por aqui... em um raro momento de estarmos juntos mas sem que eu pudesse estar. Deixá-lo só em casa e sair pro trabalho é torturante. Daí aquela coisa de como aproveitar melhor o tempo que temos juntos, e como sempre, eu comendo bola, querendo fazer a agenda perfeita e ele do jeito dele querendo outras coisas, bagunçando os planos, a casa (como sempre investigando senão minhas fotos, meu textos e cartas...) e me cobrando as coisas mais básicas (pra ele) que eu acabo falhando em oferecer. Viro uma chata. Dou sermões (alguns inevitáveis, outros desnecessários), reclamo do seu assédio à Internet (ele virou mais viciado que eu) e vejam bem que meu blog simplesmente parou por ele estar aqui ( ! ) por eu não querer dividir a minha atenção com algo que eu sei que me absorve mesmo (não consigo conectar por básicos 10 minutos e desligar, hoje em dia) então já nem entro. Mas resumindo: ficou uma sensação estranha de não saber bem como as coisas ficaram. Ele reclamou muito da nossa convivência por esses dias, jura que eu perdi o tesão nele (o que não é verdade) e antes de partir disse que não está feliz e não me sente feliz. Não sei o que pensar ou esperar. Eu passei 3 anos da minha vida acreditando em tornar nossa convivência possível. Mas hoje ele parece desacreditar. Sei que o amo demais. Acredito que ele me ame também. Mas estou num verdadeiro limbo emocional. É isso.
Postado por CoRa em 06:54 AM
| Comentários (0)
 |  |
|