fevereiro 29, 2004
Quase não deu!
Ufaaa! Ainda é dia 29 de fevereiro e finalmente eu consigo entrar por aqui pra escrever algo. Afinal não podia deixar em branco este momento bissexto. Perdão a quem tentou e não conseguiu me visitar neste fim de semana, tivemos um pequeno problema técnico por aqui.

Agora, back to normal, posso contar que ontem fiz uma das viagens rodoviárias mais lindas dos últimos tempos... Estrada livre, céu azul, vento no rosto, aquele calorzinho que eu tanto gosto, e no rádio a música certa pra viajar no ritmo desejado, cantar, assobiar e gostar de testemunhar o próprio sorriso no retrovisor. Tudo perfeito. Visita curta. Volta igualmente iluminada.
fevereiro 26, 2004
Depois das cinzas...
Carna-vais
Alma-ficas
Foi-se o Carnaval.
Das cinzas da quarta,
brota a Fênix que quero ser.
Renovada.
Morta pelos excessos,
pelos tropeços e enganos
e revivida pelo amor a si mesma
pelo amor à vida
pelo que vale a pena.
A alma, Fernando já sabia, em todas as suas
sábias Pessoas, não é pequena...
Cai a flor ao chão, depois de ter sido tão bela,
depois de ter sido botão de sonhos
mas é que ela já viveu o seu tempo
e torna à terra
e será adubo para uma outra,
mais linda, mais perfeita e
se Deus quiser e a gente cuidar,
mais duradoura!
fevereiro 20, 2004
Pra quê?
Não compro mais o engodo...
prefiro o silêncio, obrigada.
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fevereiro 16, 2004
Voltando ao normal...

Disso tudo fica mais uma bagagem
Uma paisagem que fica pra trás
Novas maneiras de ver a vida
De lidar com as pessoas...
Sim, aprendi muito
Não passei ilesa
Fui feliz, fui triste
fui a louca e fui princesa
Deixo essa corte para quem pode
Para quem não se importa
Em cumprir as imposições
de um tirano ingênuo sobre a sua tirania
Para quem não precisa saber
o que se pretende, o que se quer,
o que se sente ao certo.
De certo mesmo, sei que quero
isso tudo
E pretendo ser feliz.
Paguei minha sentença
Vivi o que me cabia nessa história
Não perdi um capítulo
Não pulei uma cerca
Não me desviei do proposto
E cheguei a um lugar que não era meu
nem de ninguém
Pé na estrada, outra vez!
Vento no rosto
Vontade de partir e chegar
Vontade de ser
Vontade de mudar
CoRagem para se olhar no espelho
sem medo, com orgulho
Sim, ainda pareço abatida... é natural
O vigor me volta aos poucos
A energia que eu desviava
para entender o que não tem explicação
me é devolvida aos poucos.
Meus olhos brilham...
Não, não são mais lágrimas
É o vislumbre
É a possibilidade
É apenas uma fresta
Mas a luz que eu vejo
é verdadeira
é clara
O céu aberto é uma promessa
Eu acredito
Espreguiço-me alongando cada músculo
Novos dias, novas metas
Novo horizonte, lá vou eu.
fevereiro 11, 2004
Começar de novo...

Ah... Como é doce o silêncio do que não ama
Como é reparadora a paz do final das dúvidas,
ainda que um certo vazio se instale
mas, ah.... como o vazio das mentiras
e promessas ocas
pode ser um lindo palácio sem móveis
aguardando a felicidade...
É só assim , no meio do nada escolhido,
pés descalços no chão frio,
que se percebe como o zumbido perturbador
das meias-verdades
nos roubava o sono
nos sugava a energia de viver, de criar,
de acreditar no nosso próprio valor...
Tôlo o que acha que um talvez é mais.
O talvez é nada, quando se tem a urgência
de viver, amar e ser feliz
O controlador, em geral, gosta do talvez...
é que somos mantidos suspensos no ar,
eternamente a espera,
eternamente disponíveis, enquanto na luta pelo sim.
O não é libertador!
Contamos apenas com nós própios
e temos toda uma vida pela frente!
Sabemos que fizemos tudo ao nosso alcance:
não medimos esforços... mas se o máximo
que conseguimos foi um talvez
é porque o outro se/nos engana e deve sair fora
da nossa rota.
Porque a instabilidade do sim para o talvez-
cada vez mais freqüente-
só aponta para um não que não se assume;
a dúvida que não se divide e nem se expõe
se veste de talvez ao outro, como um sinal:
me aguarde, pelo resto da vida...
E ninguém tem uma vida toda para esperar.
A gente espera, sim... até o limite.
Até que a lucidez se faça
e sufoque as mentiras que a loucura produz.
Minha sanidade se instaura aos poucos,
ainda com espasmos de loucura
que eu exorcizo.
Regorgito mágoas
Vomito a cegueira que o amor escravo me impôs.
Meu corpo, literalmente, põe pra fora
o resto dos horrores que ouvi...
E como depois de uma longa bebedeira
e a necessária ressaca,
como é bom ver o sol nascer com cores próprias...
Cores que não dependem mais do talvez alheio
mas do simples SIM ao acordar...
fevereiro 09, 2004
Meio muda
Ando meio muda, é verdade
justo eu, que falo demais...
mas é que a vida me pregou uma peça
que já teve começo, meio e fim
e sei lá porque eu insisto em manter
em cartaz.
fevereiro 03, 2004
Difícil de dizer
Das coisas que são difíceis de dizer...

Minha boca sangra ainda... das palavras que deixei escorrer, as palavras que tive que dizer... mas que na verdade não eram minhas. Eram suas. E você sequer teve coragem de sangrar...
fevereiro 01, 2004
Tempo de agradecer
É.... minha gente! Já é Feverê...
E antes do Carná, vem muito trabá
por aí. Felizmente!!!
Quem é mais próximo sabe que no
final do ano passado me puxaram
todos os tapetes possíveis e eu tive
um reveillon super-apreensivo em
relação a grana e trampo. Pois eles
estão chegando. Do nada vieram. E
hão de coroar a minha valentia de
não ter caído de quatro. Hoje estréia
um novo projeto do qual participo.
Estou feliz! Acho que mereço. Tem
muita gente que torceu por mim, eu
sei... Pois saibam que valeu!
Obrigada
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