Alguns amigos jornalistas quando visitam cá o meu blog ficam supresos com a minha retórica tão pessoal e intimista. Ressentem-se de eu quase não falar de política, não colocar aqui posições ideológicas que me caracterizam, não discutir fatos do dia... Pois bem, a esses, lembro que se chegaram até aqui, é porque eu lhes dei uma chave mais íntima, de um jardim onde falam mais alto e forte as emoções... existem vários outros espaços em que escrevo, individualmente ou em grupo sobre "o mundo lá fora", mas aqui há um certo universo meu e as leis dele que eu mesma faço e desfaço... rsrsrs... Por isso hoje, por acaso, resolvi dar de ombros à poesia dos meus sentimentos, para soltar um ligeiro grito contra a falta de vergonha de um governo que se prometeu popular, voltado aos menos favorecidos, com chicote armado para os colarinhos brancos, atravessadores, especuladores da miséria alheia, etc... E que hoje dá exemplos - lá de cima - de corrupção passiva e ativa. De descaso com o povo que acreditou num líder que saiu das camadas mais baixas, sem instrução, sem requintes, mas com um apelo político emocional que contaminou a todos os brasileiros, fartos de tanta roubalheira e injustiça. Depois de dois mandatos, lá está, o tal líder, que acreditamos que não se dobraria nunca ao FMI, às pressões internacionais dos paises imperialistas, aos grandes detentores dos meios de comunicação, aos monopólios... E que hoje, além de não ter investido o que prometeu em EDUCAÇÃO (meu Deus, a BASE de qualquer país que se quer acreditar "desenvolvido"), gastou rios de dinheiro em campanhas populistas e paternalistas (Fome Zero, Bolsa família, etc) sem bancar fiscais, pra por em ordem as contas; pra zerar o dinheiro que escorre ilegalmente da previdência social, dos contratos mal explicados de grandes obras, dos acordos políticos que beneficiam quem já tem muito e quer ainda mais... Como já dizia o Boris Casoy... "É uma vergonha". Não somos uma ILHA de corrupção. Infelizmente ela está presente na maioria do mundo. Mas ter dado o AVAL a governantes que prometiam ao menos lutar contra ela e que hoje são clientes e credores de carteirinha, dói. Ah, dói... Mr. Lula desfila por aí, de jatinho particular, ou de jumbo presidencial (para levar com conforto toda a corte que o acompanha), passa a mão na cabeça dos banqueiros, das grandes multinacionais, das empreiteiras fantasmas... e ainda quer posar de bom moço, bem intencionado... É de doer. Do macacão de torneiro mecânico aos ternos Armani, foi uma longa estrada. E ao final era melhor ter as mãos sujas de graxa do que do dinheiro do povo mal gasto, que agora nem mais precisa ser escondido na cueca, porque circula através dos cartões coorporativos. Um cartão como esse, de crédito ilimitado e despesas que não precisam ser explicadas.... Quem não quer? É tão fácil de fazer... basta compor com a bancada do governo. Eu já tratei de confeccionar o meu. Pena que o saldo não seja lá essas coisas...
Em 1975, assim como Michael Jackson, eu era apenas uma garota e quando ouvi pela primeira vez One Day in Your Life, gravado por ele, senti uma coisa profunda como se intuísse o que poderia vir a ser a separação de um grande amor e viver da lembrança dele e dos dias de paixão e promessas, vividos... Coisas de menina romântica (que já era), mas ainda sem qualquer decepção no campo afetivo. Lembro que comprei logo o disco (LP de vinil) e cantava junto e quase me vinha um choro manso de quem bem podia ter passado por aquilo tudo. A vontade é claro, não era a de viver um desencanto daqueles, mas ao contrário, chegar a sentir um amor assim tão sublime, que só a lembrança dele, pudesse fazê-lo impossível de ser esquecido...
De lá pra cá, foram mais de 30 anos, meu Deus... Tantas paixões, alguns amores fortes que prometiam, mas não vingaram... e por fim, hoje, acordei ouvindo essa música no ar, como se viesse direto da minha adolescência para a mulher que hoje sou... Que despertou cantarolando esses versos, sem entender o porquê, e de repente descobriu que a sensação intuída nos meu 14 anos, de repente, concretizou-se, como se a canção tisse sido composta para mim, ou por mim, e que parecesse tão real, contemporânea e definitiva... que só calhou, talvez por engano, ou magia, de eu tê-la escutado mais de 30 anos antes de, efetivamente, vivê-la...
O Michael de antes, está hoje irreconhecível. Mas eu, apesar da idade, continuo a mesma criança boba, que quando tocam meu coração pelas frestas que deixo abertas, choro e deixo a emoção tomar conta. And when things fall apart... bom... daí acho que me lembro desses tais dias, quando as canções eram apenas fantasias, ou prenúncios de coisas que eu bem poderia vir a viver e sentir...
No vídeo abaixo você vê um show daquele ano, 1975, quando Michael ainda cantava com os 4 irmãos no grupo Jackson5. Havia um desenho animado inspirado na banda que era grande sucesso no mundo todo. No Brasil, imperdível depois da Sessão da Tarde... Tempos bons... gostosos de lembrar :o)
Recebi duas pérolas por email...
uma picante mas adorável na sua
perspicácia:
(passem o mouse sobre a imagem para ver o título... hahahaha!)
mandado pelo Pedro, é claro....
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e a outra adorável pela doçura....
afinal... onde é que estava este cara (movie abaixo)...
quando eu ainda não incorria na gravidez de risco
e era mais romântica do que já sou hoje?
(clique na imagem e esperem baixar o vídeo)
Este veio da querida Heloisa B.
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Quem tem amigos como estes, tá sempre de bem com a vida :)
[[Aliás, como nos velhos tempos e seguindo o exemplo da minha querida blogueira Teresa do querídíssimo Gota, volto a responder meus doces comentaristas não apenas em seus blogs como aqui, afinal, nem todos ainda se alinharam com a idéia de escrever um blog)]]
Alguns silêncios me acalmam...
outros me apavoram.
Algumas ausências me aliviam
outras me devoram.
Alguns segredos eu trago
nessa bagagem pesada
que carrego comigo estrada afora
sonhos adentro, voz embargada...
Aos trancos e solavancos
eu brigo por verdades que creio
Não há mais na vida o que tema
Enfrento o que causa receio
Vou indo, seguindo, lutando
mantendo comigo meus sonhos
Curtindo os cabelos ao vento
Causando arrepios medonhos
em quem não tem mente aberta
em quem traz o coração fechado
em quem cultiva preconceitos
e passa pela vida sem deixar marcas
Minhas rugas que surgem sutis
falam de mim e do que sinto
do que vivi sem nunca abrir mão
da beleza de um gesto gratuito
Faltam-me é certo muitas virtudes
entre elas a praticidade
é que ainda as emoções e certas atitudes
continuam a me comover mais e mais apesar da idade.